Atualmente é comum vermos diversas mulheres conquistando espaço no mercado de trabalho, todavia, quando se fala de mulheres negras dentro do ramo do TI, o espaço reservado para elas ainda é muito escasso. Como prova disso, por exemplo, no ano de 2017 de acordo com uma pesquisa feita pelos EUA, a porcentagem de mulheres que estavam inseridas dentro das startups na área de tecnologia eram somente de 4%. Outro exemplo bastante relevante é o de que, 19 mulheres foram citadas na história no Brasil por meio do CNPq, porém nenhuma delas era negra. Por isso, a Mangue 3 resolveu dedicar a publicação de hoje para mulheres negras que ainda buscam por espaço e por visibilidade dentro do mercado de trabalho.

Mulheres negras dentro do T.I

Pensando na possibilidade de fazer com que as mulheres negras possam atuar e conquistar espaço no mercado de trabalho, a PretaLab é uma iniciativa do Olabi: espaço que acredita no protagonismo das mulheres negras e indígenas dentro dos campos de tecnologia e inovação. O objetivo do projeto, por sua vez, é fazer com que mulheres possam contar suas histórias e os desafios enfrentados por elas dentro das suas rotina, de modo que a iniciativa possa servir de estímulo e inspiração para que outras mulheres também queiram fazer parte desse mercado.

Para a diretora de projetos do Labi, Silvana Bahia, a iniciativa do PretaLab faz com que diversas meninas se sintam estimuladas a desenvolverem tecnologias como também conquistar e criar novos espaços. ‘’ A gente entende que é preciso criar os nossos espaços mas também estar nos espaços que já existem. O que a gente quer mesmo é democratizar esses acessos.’’, afirma Silvana Bahia.

Outra iniciativa que busca dar visibilidade às mulheres negras é o ‘ OxentTI Menina’, um projeto formado por meninas do ensino fundamental e médio, a fim de oferecer para elas a oportunidade de aprender e desenvolver habilidades dentro do ambiente da tecnologia. Através do programa Technovation, essas meninas conseguem, por exemplo, identificar um problema local e criar uma solução por meio de um aplicativo móvel.

Além disso, o OxenTI também possui metodologia de trabalho e de ensino próprias, realizam oficinas em várias escolas públicas e particulares com o objetivo de não somente empoderar, mas criar oportunidades de mulheres dentro da área de tecnologia e exatas.

Estimular o espaço para que mulheres negras possam integrar o mercado de trabalho também no ramo da tecnologia, faz com que além de empoderar-las, as mulheres enxerguem umas nas outras a oportunidade de trabalhar e investir dentro do mercado de TI. Tendo em vista que essa área ainda é predominantemente masculina, projetos como o ‘PretaLab’ e o ‘OxenTI Menina’ buscam criar e facilitar os acessos delas dentro desses espaços.